Notícias do Submundo...
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Invasão da USP... Quer saber mesmo o que eu acho?!
O que eu acho é o seguinte: a polícia sempre ocupou morros, favelas, sempre deu geral e bateu em moleque pobre de doze anos na rua e a sociedade nem sequer reflete sobre isso...
O que eu acho? Acho que os universitários precisam sair da ‘bolha’ e aproveitar o espaço de diálogo que existe pra problematizar situações reais que acontecem todos dias nas ruas brasileiras e não só dentro do campus...
Realidade brasileira --> maior que USP
Realidade brasileira = não condiz com ambiente acadêmico
Realidade brasileira = nunca é discutida a não ser pra defender interesses minoritários de uma certa camada social.
Refletindo... Alguém concorda comigo que a polícia fez/faz muito pior do que o que está acontecendo dentro do campus da USP diariamente nas ruas/guetos de São Paulo?
P.S.: Sou estudante de pós-graduação de universidade pública em São Paulo, mas também gostaria de ver fotos da realidade mais difícil do meu país estampadas nas páginas da imprensa, aquelas que ninguém quer ver, aquelas que a mídia ofusca, aquelas que ninguém liga... como essa foto que segue abaixo...
Fico enraivecida de como tudo tem que ser resolvido pela emoção, pela força, ou no grito!
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
‘LEGALIZE’? Será?!
Na verdade eu escrevo esse post porque tentei ser imparcial, mas acho impossível, principalmente nesse caso.Só é a favor da legalização, seja lá de que droga for, quem não sofreu com algum amigo que morreu antes da maioridade; quem nunca chorou por ver um familiar sem esperança; quem nunca viu alguém roubando ou sem comer pra alimentar o vício; dentre outros argumentos que só seriam possíveis de citar numa lista maior.
O BRASIL NÃO TEM ESTRUTURA PARA A LEGALIZAÇÃO!
Fui eu que escrevi isso e não copiei de nenhuma corrente ou campanha, porque posso dizer que SIM, eu já vi um colega de escola morrer antes dos 18, já vi um familiar sem esperança, e conheci pessoas que roubaram ou deixaram de comer pra alimentar o vício.
Certamente nem todo usuário é viciado, mas todo viciado é usuário. Quem está correndo mais perigo, quem já é viciado ou quem ainda pode se tornar um?
Já experimentou perguntar a um viciado em recuperação a opinião dele sobre a legalização da maconha no Brasil? Se alguém quiser eu posso fazer um post só sobre isso num outro dia.
É CLARO QUE QUALQUER DROGA PROPORCIONARÁ MOMENTOS DE EXTREMO PRAZER AO SEU CORPO. E é justamente na abordagem contrária a essa afirmação que as políticas públicas são ineficientes. Fato é que esse prazer é bem momentâneo, como já se sabe.
E quando digo drogas, leia-se: legais e ilegais.
Partir do pressuposto de que uma droga legalizada faz muito ‘mais mal’ do que uma ilegal e usar esse argumento para a legalização de outras é dar um tiro no pé. Com esse pressuposto você admite que todos os tipos fazem mal, só que os efeitos são diferentes, bem como suas consequências.
É isso aí pessoal, cada um sabe de si. Só fiz um desabafo por não aguentar mais ver algumas pessoas sofrendo e alguma meia dúzia de alienados achando que ser chapado é cool!
Pra não cair no clichê eu não vou mostrar aqui fotos de usuários e nem citar a nossa mais recente perda da música internacional... só finalizarei citando uma entrevista que acho oportuna, tendo em vista o momento político pelo qual passa o Brasil. Se há democracia e livre expressão de ideias, deixo aqui as minhas também. Desse modo, acho cabível terminar por aqui citando nada mais nada menos que o nosso querido ragga-rapper Black Alien, ex-vocalista da banda Planet Hemp, só pra demonstrar como, muitas vezes nós, juntamente com as nossas ideias, mudamos...
“Na verdade eu não gosto do som do Planet ‘Legalize já/É uma erva natural/Não pode te prejudicar’ [...] Pode prejudicar, sim senhor. [...] Olha a merda que a gente tá falando pros jovens. ‘Fumo maconha porque é maneiro.’ Não é isso, brother. Não é mesmo. Prejudica e prejudica muito.”
(BLACK ALIEN. Entrevista concedida. Revista MTV, São Paulo, n.58, 2006.)
segunda-feira, 13 de junho de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
TÂMO JUNTO! (ipsis litteris)
Depois de uma semana tensa observando o ‘comportamentozinho’ ridículo e medíocre da classe média paulista que procura com o máximo moralismo possível esconder o racismo que está impregnado até no olhar dirigido a cada PRETO, ou para cada morador de outro estado, faço da canção abaixo o meu hino pra essa semana, que já tem começado do mesmo jeito!
Sinto vergonha de morar num estado que se acha rico, mas até na universidade, onde se diz que há uma ‘elite intelectual’ o preconceito está presente direta ou indiretamente no discurso dos estudantes!
Tenho vergonha da mídia paulista e dos jornais que fazem fama carregando o nome do nosso estado trazendo em seu ‘conteúdo’ alegações preconceituosas!
Sinto vergonha de cada twit desses internautas paulistas ignorantes!
Preconceito linguístico, preconceito racial, preconceito social e preconceito regional!
Brothers and sisters que se sentem do mesmo jeito... Periferia é periferia em qualquer lugar, eu sei que nós já sabemos disso... Mas se conformar, jamais! A música abaixo fala do orgulho de ser negro, mas serve pra nós todos, que temos orgulho do que somos, do que fazemos e como caminhamos: em honestidade e respeito!
TÂMO JUNTO! (ipsis litteris)
terça-feira, 17 de maio de 2011
Onde é que eu assino?
Professora Amanda Gurgel silencia deputados em audiência pública.
Depoimento resumindo o quadro da Educação no Brasil:
Depoimento resumindo o quadro da Educação no Brasil:
terça-feira, 3 de maio de 2011
Preconceito e futebol: “Panis et circences” no Brasil!
Há coisas que sinceramente irritam qualquer brasileiro!!!
Recentemente tenho brincado com os amigos a respeito de times de futebol e isso tem sido recíproco, já que meus amigos sempre brincam comigo também e isso sempre é levado na esportiva. Já que futebol é um ESPORTE!
Entretanto, uma declaração que eu li hoje me fez parar para refletir...
Declaração essa feita pelo jogador chileno Valdivia, que se acha no direito de morar em nosso país, representar muito mal seus torcedores e ainda por cima fazer declarações do tipo: “Estou surpreso com a quantidade de corintianos me xingando aqui. Sinal de que o plano de alfabetização para adultos do governo está dando certo.”, entre outras em seu twitter.
É pra rir??!!
Isso extrapola as brincadeiras amistosas que eu comentava anteriormente. Isso é preconceito explícito no discurso desse cidadão que nem brasileiro é.
Quem ri disso, ri de si próprio, ri de sua condição de brasileiro, ri de algum parente que já frequentou o EJA (Educação de Jovens e Adultos), ri na cara da população que possui apenas uma pequena parcela dos indivíduos escolarizados.
PANIS ET CIRCENSES, meus amigos!!! É isso que o futebol, quando é levado a sério demais, ou mal interpretado, significa para a nossa nação. Vamos nos alienar enquanto jogadores e políticos ganham milhõe$!!!
Nós, “los macaquitos analfabetos”, aplaudimos com certeza...
Aguardemos quem será o próximo a fazer declarações absurdas como essas!
DICA QUENTE: Pessoas públicas não devem se manifestar responsivamente contra insultos dessa maneira, prezado jogador. Sentiu-se ofendido? Não se rebaixe ao nível do ofensor! Você simplesmente criou um discurso preconceituoso e nem se deu o trabalho de fazer isso implicitamente! (clap! clap! clap!).
Estrangeiro entra aqui, ri da nossa cara e é ídolo! Tô quase concordando com Raulzito... A solução é alugar o Brasil?!
Por incrível que pareça, estou tentando ser imparcial. Me senti ofendida, não pelo fato de torcer para algum time em especial, que meus amigos sabem bem qual é, mas por saber que em época de eleições e campeonatos de futebol os discursos preconceituosos veem à tona com todas as suas forças.
Pessoas que não são públicas fazem pior, como no caso do twitter da brasileiríssima @FlavinhaAmorim, que a Patty Kiedis, minha amiga, divulgou alguns dias atrás demonstrando a mesma indignação que estou sentindo agora. Olha que cultural o que a Flavinha twitou: “Cruz credo, só aparece preto na torcida do flamengo, que nojo!”
Nem citemos o caso a respeito dos nordestinos na época das últimas eleições para não nos extendermos mais...
Desse jeito demora para o país se tornar uma potência mesmo!
LAMENTÁVEL!!!
PS: Apaguei todos os meus posts com brincadeiras a respeito de futebol, amigos, vocês devem ter reparado. Vou continuar gostando de futebol (esporte), mas não vou dar ibope pra essa palhaçada... ‘¬¬
Ass.: Camila
(mulher, preta, pobre, alfabetizada na escola pública e cansada dos discursos preconceituosos explícitos ou implícitos encontrados na mídia)
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